À espera de um milagre


Filme: À espera de um milagre



À espera de um milagre é um filme estadunidense de 1999, do gênero drama, dirigido e roteirizado por Frank Darabont e baseado no livro homônimo deStephen King, lançado em 1996.


Ambientado em 1935, no corredor da morte de uma prisão da Louisiana, conta a história da relação entre Paul Edgecomb, o chefe de guarda da prisão, e um de seus prisioneiros, John Coffey.
Coffey é um homem negro de grandes proporções, condenado à morte pelo assassinato de duas garotas brancas. Aos poucos, desenvolve-se entre Edgecombe e Coffey uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso. O guarda se debate em um conflito moral entre o cumprimento do dever e a consciência de que o homem que ele deverá matar pode não ser o culpado de um crime tão brutal.
A história é contada em flashback por Edgecombe, durante sua velhice em um asilo. Além da relação com Coffey, Edgecomb relata as histórias de outros guardas e condenados.

Fonte: Wikpédia.

Violência no Brasil


Uma questão social ou moral?







Causas da Violência no Brasil 
 

Nos últimos anos, a sociedade brasileira entrou no grupo das sociedades mais violentas do mundo. Hoje, o país tem altíssimos índices de violência urbana (violências praticadas nas ruas, como assaltos, seqüestros, extermínios, etc.); violência doméstica (praticadas no próprio lar); violência familiar e violência contra a mulher, que, em geral, é praticada pelo marido, namorado, ex-companheiro, etc...
A questão que precisamos descobrir é porque esses índices aumentaram tanto nos últimos anos. Onde estaria a raiz do problema?...
 

Infelizmente, o governo tem usado ferramentas erradas e conceitos errados na hora de entender o que é causa e o que é conseqüência. A violência que mata e que destrói está muito mais para sintoma social do que doença social. Aliás, são várias as doenças sociais que produzem violência como um tipo de sintoma. Portanto, não adianta super-armar a segurança pública, lhes entregando armas de guerra para repressão policial se a “doença” causadora não for identificada e combatida.
Já é tempo de a sociedade brasileira se conscientizar de que, violência não é ação. Violência é, na verdade, reação. O ser humano não comete violência sem motivo. É verdade que algumas vezes as violências recaem sob pessoas erradas, (pessoas inocentes que não cometeram as ações que estimularam a violência). No entanto, as ações erradas existiram e alguém as cometeu, caso contrário não haveria violência.
Em todo o Mundo as principais causas da violência são: o desrespeito -- a prepotência -- crises de raiva causadas por fracassos e frustrações -- crises mentais (loucura conseqüente de anomalias patológicas que, em geral, são casos raros).
Exceto nos casos de loucura, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver. A violência funciona como um último recurso que tenta restabelecer o que é justo segundo a ótica do agressor. Em geral, a violência não tem um  caráter meramente destrutivo. Na realidade, tem uma motivação corretiva que tenta consertar o que o diálogo não foi capaz de solucionar. Portanto, sempre que houver violência é porque, alguma coisa, já estava anteriormente errada. É essa “coisa errada” a real causa que precisa ser corrigida para diminuirmos, de fato, os diversos tipos de violências.
No Brasil, a principal “ação errada”, que antecede a violência é o desrespeito. O desrespeito é conseqüente das injustiças e afrontamentos, sejam sociais, sejam econômicos, sejam de relacionamentos conjugais, etc. A irreverência e o excesso de liberdades (libertinagens, estimuladas principalmente pela TV), também produzem desrespeito. E, o desrespeito, produz desejos de vingança que se transformam em violências.
 
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Nas grandes metrópoles, onde as injustiças e os afrontamentos são muito comuns, os desejos de vingança se materializam sob a forma de roubos e assaltos ou sob a forma de agressões e homicídios. Já a irreverência e a libertinagem estimulam o comportamento indevido (comportamento vulgar), o que também caracteriza desrespeito e produz fortes violências.
Observe que quando um cidadão agride o outro, ou mata o outro, normalmente o faz em função de alguma situação que considerou desrespeitosa, mesmo que a questão inicial tenha sido banal como um simples pisão no pé ou uma dívida de centavos. Em geral, a raiva que enlouquece a ponto de gerar a violência é conseqüência do nível de desrespeito envolvido na respectiva questão. Portanto, até mesmo um palavrão pode se transformar em desrespeito e produzir violência. Logo, a exploração, o calote, a prepotência, a traição, a infidelidade, a mentira etc., são atitudes de desrespeito e se não forem muito bem explicadas, e justificadas (com pedidos de desculpas e de arrependimento), certa mente que ao seu tempo resultarão em violências. É de desrespeito em desrespeito que as pessoas acumulam tensões nervosas que, mais tarde, explodem sob a forma de violência.
Sabendo-se que o desrespeito é o principal causador de violência, podemos então combater a violência diminuindo os diferentes tipos de desrespeito: seja o desrespeito econômico, o desrespeito social, o desrespeito conjugal, o desrespeito familiar e o desrespeito entre as pessoas (a “má educação”). Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação. Em termos governamentais, as autoridades precisam estimular relacionamentos mais justos, menos vulgares e mais reverentes na nossa sociedade. O governo precisa diminuir as explorações econômicas (as grandes diferenças de renda) e podar o excesso de “liberdades” principalmente na TV e no sistema educativo do país. A vulgaridade, praticada nos últimos anos vem destruindo valores morais e tornando as pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. Por isso, precisamos, também, restabelecer a punição infanto-juvenil tanto em casa quanto na escola. Boa educação se faz com corretos deveres e não com direitos insensatos. Precisamos educar nossos adolescentes com mais realismo e seriedade para mantê-los longe de problemas, fracassos, marginalidade e violência. Se diminuirmos os ilusórios direitos (causadores de rebeldias, prepotências e desrespeitos) e reforçarmos os deveres, o país não precisará colocar armas de guerra nas mãos da polícia para matar nossos jovens cidadãos (como tem acontecido tão freqüentemente).

Valvim M Dutra
Extraído do capítulo 9 do livro Renasce Brasil.


Falaremos muito sobre Rubem Fonseca.

Literatura Inglesa


A cabana do Pai Tomás
"Um grito de liberdade"


Poucas pessoas não se comovem ao percorrer as páginas do romance de Harriet Beecher Stowe (1811-1896)A cabana do Pai Tomás. Um livro que influenciou decisivamente na história e ajudou a mudar os rumos da escravatura no mundo. Um livro com duas características fundamentais – a de emocionar como obra de arte e a de revolucionar enquanto protesto social.



Publicado entre os anos de 1851-1852 em forma de folhetim, o livro conquistou uma gama de leitores logo de imediato. O enredo da história de A cabana do Pai Tomásse passa no Sul dos Estados Unidos. Principalmente nos estados de Kentucky e Mississipi, e narra a história de um escravo negro. Grosso modo, o desenrolar do livro se dá assim: Pai Tomás, como é conhecido, era o escravo mais velho, e vivia em uma cabana na propriedade do sr. Shelby, seu amo,  lá os demais escravos da propriedade sempre se reuniam com a permissão do dono. Tomás é um homem de extrema nobreza, sem uma réstia de servidão, com uma coragem física e uma abnegação suprema. Reconhece a ignomínia da escravatura, mas não a aceita de forma alguma; se recusa a violência como forma de resistência, e é incapaz de mentir mesmo ao mais vil dos homens - não por medo, mas por respeito a si próprio.



Pai Tomás era admirado e respeitado por todos da propriedade. Até que um dia seu amo, devido uma dívida, o vende a um mercador de escravos, que por sua vez, o vende em leilão, em praça pública. Conquistou logo a simpatia e confiança de seu novo amo, St. Clare, e de sua bondosa filhinha, Evangeline. Passado alguns anos, morre a filha de St. Clare e, ele logo em seguida. Pai Tomás que estava prestes a ganhar sua liberdade, foi vendido novamente pela viúva de seu último dono. Foi comprado por Simão Legree, um homem cruel e sem escrúpulos. Não gostando de sua bondade e de sua honestidade, Legree tortura Pai Tomás, que não resiste e morre.


Beecher Stowe era uma mulher ardorosa, de grande fé, mística da Liberdade, não fazia da literatura um passatempo criativo, mas, a sua principal arma contra uma sociedade hipócrita que tinha no comércio e na escravidão de pessoas a base do seu bem-estar. Era uma mulher sensível e inteligente, revoltada ante as pias mentiras da sociedade de seu tempo, ferida pela frieza e crueldade de seus contemporâneos. E porque estava sinceramente revoltada, conseguiu revoltar seus leitores, e conquistar defensores para as suas idéias. Aos indiferentes acomodados ela lançou o seu grito de protesto e repúdio.
A cabana do Pai Tomás é um dos poucos livros que se pode gabar de ter tido uma significativa influência na vida de tantos milhões de pessoas ao redor do mundo. Um livro que nos interpela e nos devolve um pouco de nossa humanidade perdida...

Referência e sugestão:
Stowe, Harriet Beecher. A cabana do Pai Tomás. São Paulo: Edição Saraiva.