la lectrice ("A leitora"), óleo de Jean-Honoré Fragonard, 1770–1772.
Escolas literárias
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Escola Literária ou Movimento Literário é o nome dado a todos os acontecimentos históricos envolvendo a literatura desde a invenção da escrita até os dias atuais. Existiram várias escolas literárias e vamos ver cada uma delas separando-as por época e vendo cada movimento existente no Brasil e no mundo resumidamente com suas características e autores. Os movimentos literários fizeram revolução em todo o mundo e com suas cantigas, suas poesias e seus livros fascinaram milhares de pessoas.
Os movimentos são divididos da seguinte forma: Trovadorismo, Humanismo, Renascimento,Classicismo, Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo,Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernismo e Tendências Contemporâneas.
Trovadorismo
A religião, em provença, desenvolvia-se em mosteiros, que foram verdadeiros centros de cultura artística. Tudo o que se produzia na Idade Média estava relacionado aos textos sagrados e ao cristianismo. A Igreja era o centro do poder naquela época e fica bem mais fácil a compreensão desse movimento assistindo o filme O Nome da Rosa. A Igreja só começa a perder sua força no movimento denominado Arcadismo que ocorreria muito tempo depois na segunda metade do século XVIII. O trovadorismo inicia no século V mas explode nos séculos XII e XIV com diversas cantigas e com poetas trovadores e principalmente quando ocorre a evolução da língua portuguesa que com a mesma força que tinham para amar e escrever diversas poesias, faziam diversas críticas.
Cantiga de amor
Eu lírico masculino. Ausência do paralelismo de par de estrofes e do leixa-pren. Predomínio das idéias. Assunto Principal: o sofrimento amoroso do eu-lírico perante uma mulher idealizada e distante. Amor cortês; convencionalismo amoroso. Ambientação aristocrática das cortes. Forte influência provença. Amor impossível e platônico devido a posição social da mulher ser melhor que a do trovador apaixonado. Vassalagem amorosa "o eu lírico usa o pronome de tratamento "senhor"".
Cantiga de amigo
Eu lírico feminino. Presença de paralelismos. Predomínio da musicalidade, por esse motivo apresenta refrão. Assunto Principal: o lamento da moça cujo namorado partiu. Amor natural e espontâneo. Ambientação popular rural ou urbana. Influência da tradição oral ibérica. Amor possível. Deus é o elemento mais importante do poema. Pouca subjetividade. É mais popular.
Cantiga de escárnio
Na cantiga de escárnio, o eu-lírico faz uma sátira a alguma pessoa. Essa sátira era indireta, cheia de duplos sentidos. As cantigas de escárnio (ou "de escarnho", na grafia da época) definem-se, pois, como sendo aquelas feitas pelos trovadores para dizer mal de alguém, por meio de ambiguidades, trocadilhos e jogos semânticos, num processo que os trovadores chamavam "equívoco". O cômico que caracteriza essas cantigas é predominantemente verbal, dependente, portanto, do emprego de recursos retóricos. A cantiga de escárnio exigindo unicamente a alusão indireta e velada, para que o destinatário não seja reconhecido, estimula a imaginação do poeta e sugere-lhe uma expressão irônica, embora, por vezes, bastante mordaz. Pois é.
Cantiga de maldizer
Ao contrário da cantiga de escárnio, a cantiga de maldizer traz uma sátira direta e sem duplos sentidos. É comum a agressão verbal à pessoa satirizada, e muitas vezes, são utilizados até palavrões. O nome da pessoa satirizada pode ou não ser revelado.
Humanismo e Renascimento
- A escola literária chamada Humanismo, que surgiu bem no final da Idade Média. Ainda podemos ressaltar as prosas doutrinárias, dirigidas à nobreza. Já as poesias, que eram cultivadas por fidalgos, utilizavam o verso de sete sílabas e o de cinco sílabas. Podemos destacar [João Ruiz de Castelo Branco] como importante autor de poesias palacianas.
- Renascimento (ou Renascença) é um termo usado para indicar o período da história do mundo ocidental aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII com significativa variação nas datas conforme a região enfocada e o autor consultado, quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.
Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem".
Apesar do grande prestígio que o Renascimento ainda guarda entre os críticos e o público, historiadores modernos têm começado a questionar se os tão divulgados avanços merecem ser tomados desta forma.
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da Itália e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, Alemanha, Países Baixos e, menos intensamente, em Portugal e Espanha, e em suas colônias americanas.
Classicismo
Em Arte, o Classicismo refere-se, geralmente à valorização da Antiguidade Clássica como padrão por excelência do sentido estético, que os classicistas pretendem imitar. A arte classicista procura a pureza formal, o equilíbrio, o rigor - ou, segundo a nomenclatura proposta por Friedrich Nietzsche: pretende ser mais apolínea que dionisíaca.
Alguns historiadores de arte, entre eles Giulio Carlo Argan, alegam que na História da arte concorrem duas grandes forças, constantes e antagônicas: uma delas é o espírito clássico, a outra, o romântico.
As duas grandes manifestações classicistas da Idade Moderna européia são o Renascimento e o Neoclassicismo.
Serve também o termo clássico para designar uma obra ou um autor depositários dos elementos fundadores de determinada corrente artística.
Características Do Classicismo:
- Universalismo
- Racionalismo
- Antropocentrismo
- Paganismo
- Neoplatonismo
- Referência à cultura grega
Apuro Formal:
- Soneto (2 Quartetos 2 Tercetos)
- Versos Com Até 10 Síladas Poéticas (Estilo doce novo & Medida nova)
- Rimas Bem Trabalhadas
Quinhentismo
O quinhentismo tem esse nome por se passar em 1500 e se resume a todos os acontecimentos históricos vividos no descobrimento do Brasil e a religião que a Igreja queria passar para os índios em forma de sermões. Inclusive o que marca no Quinhentismo é a carta que Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei de Portugal relatando tudo que se passava no Brasil e suas riquezas. É por isso que o Quinhentismo também é chamado de Literatura Informativa. Porém o Quinhentismo se destaca na Literatura Jesuíta através dos sermões com intensão de catequizar os habitantes brasileiros da época (Índios).
- PRINCIPAIS AUTORES
Barroco
Movimento que tem ínicio na Europa nos séculos XVII e XVIII (primeira métade) e no Brasil tem o seu ínicio em 1601 com a publicação de Prosopopéia, de Bento Teixeira até 1768. E é apoiado pela igreja católica contra o renascimento e a reforma protestante.
- OPOSIÇÃO DE IDEIAS - USO DE ANTITESE E PARADOXO - AMOR X ODIO, PERDÃO X PECADO - RELIGIOSIDADE - LINGUAGEM ARCAICA COMO TERMOS: carpe diem: APROVEITAR A VIDA, fugere urbem: FUGA DA CIDADE
- PRINCIPAIS AUTORES
- Bento Teixeira
- Padre Antônio Vieira
- Sermões
- Gregório de Matos
- poesia lirica amorosa
- poesia sacra religiosa
- poesia filosofica
- poesia satírica
Arcadismo
No Arcadismo alguns autores se revoltam com a política e a sátira passa a ser uma das principais características, mas no Arcadismo acontece também o amor platônico como no caso de Claudio Manoel da Costa que em suas poesias, inventou uma musa chamada Nise que na verdade não existia. Já no caso de Tomás Antonio Gonzaga realmente vive um amor impossível com uma mulher casada por não poder tocá-la passa a fazer poesias para ela com o nome de Marília pois ninguém podia saber de quem se tratava.
Outras características: - FUGERE URBEM (fuga da cidade e preferencia na vida rural) - CARPE DIEM (aproveite a vida)
- PRINCIPAIS AUTORES
- Alvarenga Peixoto
- Frei Santa Rita Durão
- Cláudio Manoel da Costa "PSEUDONIMOS" (glausestes saturnio e doroteu)
- Tomás Antônio Gonzaga "PSEUDONIMOS" (dirceu e critilo)
- Silva Alvarenga
Romantismo (poesia)
O Romantismo no Brasil teve como marco fundador a publicação do livro "Suspiros poéticos e saudades", de Gonçalves de Magalhães, em1836, e durou 45 anos terminando em 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis. O Romantismofoi sucedido pelo Realismo.
1ª geração (indianista)
- Nacionalismo
- Patriotismo
- Índio como herói
- Antiestrangeirismo
- Sentimentalismo
- Autores
2ª geração (ultra-romântica, mal do século e byronista)
- Atração pela morte
- Satanismo
- Mulher vista como pura, virgem
- Fuga da realidade
- Amor platonico
- Autores
3ª geração (condoreira)
por causa do pássaro condor que tem visão ampla sobre todas as coisas
- Todas as questões sociais
- Erotismo
- Abolicionismo
- Mulher vista com defeitos e qualidades
- Política
- Autores
Romantismo (prosa)
O Romantismo na prosa ou também conhecido como romance romântico tem básicamente as mesmas características que o romantismo na poesia porém em vez de poesias são feitos livros onde existem alguns segmentos. Como a prosa social-urbana, indianista, regionalista e histórica. Com caráter burguês, epidermico, pouco intelectual e de personagens lineares, saiam nos jornais em fasciculos para agradar a mulher e o estudante burguês( classe dominante na época).
- PRINCIPAIS AUTORES
- Bernardo Guimarães
- Franklin Távora
- Joaquim Manoel de Macedo (Macedinho)
- José de Alencar
- Manoel Antonio de Almeida
- Visconde de Taunay
Realismo
O realismo tem que ser analisado a partir de um novo ponto de referência; a Europa vive a segunda fase da revolução industrial e ao mesmo tempo conhece o desenvolvimento do pensamento científico junto com a doutrina filosófica e social.
Augusto Comte, Karl Marx e Charles Darwin são os iniciadores europeus com suas correntes: o Positivismo, Socialismo e Darwinismo. O realismo evidencia fatos e acredita no real sem sentimentos lúdicos e melosos dos românticos e acredita que o homem é psicologicamente formado sem nenhuma interferência natural ou humana
BRASIL: Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis (1881)
- PRINCIPAIS AUTORES
Naturalismo
O naturalismo ocorre básicamente na mesma época do realismo; alguns dizem que o naturalismo é apenas uma manifestação do realismo mas as diferenças são bem visíveis.
O naturalismo tenta explicar que o homem é modificado pelo ambiente em que vive e que a natureza influi na razão. Diferente do romance realista que presa a classe social dominante, o romance naturalista presa a comunidade mais pobre. Podemos ver isso claramente ao ler a obra o cortiço de Aluísio de Azevedo
BRASIL: O Mulato de Aluísio de Azevedo (1881)
- PRINCIPAIS AUTORES
Parnasianismo
O Parnasianismo é a forma poética do Realismo.
- Preciosismo: focaliza-se o detalhe; cada objeto deve singularizar-se, dai as palavras raras e rimas ricas.
- Objetividade e impessoalidade: O poeta apresenta o fato, a personagem, as coisas como são e acontecem na realidade, sem deformá-los pela sua maneira pessoal de ver, sentir e pensar. Esta posição combate o exagerado subjetivismo romântico.
- Arte Pela Arte: A poesia vale por si mesma, não tem nenhum tipo de compromisso, e justifica por sua beleza. Faz referências ao prosáico, e o texto mostra interesse a coisas pertinentes a todos.
- Estética/Culto à forma: Como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada. O poeta parnasiano busca a perfeição formal a todo custo, e por vezes, se mostra incapaz para tal. Aspectos importantes para essa estética perfeita são:
- Rimas Ricas: São evitadas palavras da mesma classe gramatical. Há uma ênfase das rimas do tipo ABAB para estrofes de quatro versos, porém também muito usada as rimas ABBA.
- Valorização dos Sonetos: É dada preferência para os sonetos, composição dividida em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos. Revelando, no entanto, a "chave" do texto no último verso.
- Metrificação Rigorosa: O número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, preferencialmente com dez (decassílabos) ou doze sílabas(versos alexandrinos), os mais utilizados no período. Ou apresentar uma simetria constante, exemplo: primeiro verso de dez sílabas, segundo de seis sílabas, terceiro de dez sílabas, quarto com seis sílabas, etc.
- Descritivismo: Grande parte da poesia parnasiana é baseada em objetos inertes, sempre optando pelos que exigem uma descrição bem detalhada como "A Estátua", "Vaso Chinês" e "Vaso Grego" de Alberto de Oliveira.
- Temática Greco-Romana: A estética é muito valorizada no Parnasianismo, mas mesmo assim, o texto precisa de um conteúdo. A temática abordada pelos parnasianos recupera temas da Antiguidade Clássica, características de sua história e sua mitologia. É bem comum os textos descreverem deuses, heróis, fatos lendários, personagens marcados na história e até mesmo objetos.
- PRINCIPAIS AUTORES
Simbolismo
Na Europa, o simbolismo inicia-se na última década do século XIX e avança pelo início do século XX, paralelamente as tendências do pré modernismo. O misticismo, o sonho, a fé e a religião passam a ser valores em busca de novos caminhos
Características gerais:
- Uso de figuras de linguagem (sinestesia e aliteração)
- Musicalidade (A música acima de tudo)
- Valorização das manifestações espirituais e metafísicas
- Rebusca valores românticos
- Aversão ao que é real
- Amor ao lúdico e sublime
- Tenta buscar a essência do ser humano
- Oposição entre matéria e espírito
- PRINCIPAIS AUTORES
Pré Modernismo
O pré-modernismo foi um período literário brasileiro, que marca a transição entre o simbolismo e o movimento modernista seguinte. Em Portugal, o pré-modernismo configura o movimento denominado saudosismo.
O termo pré-modernismo parece haver sido criado por Tristão de Athayde, para designar os "escritores contemporâneos do neo-parnasianismo, entre 1910 e 1920". Representa, assim, um período eclético (que possui várias correntes de idéias, sem se fixar a nenhuma delas).
Embora vários autores sejam classificados como pré-modernistas, este não se constituiu num estilo ou escola literária, dado a forte individualidade de suas obras, mas essencialmente eram marcados por duas características comuns:
CONSERVADORISMO - traziam na sua estética os valores parnasianos e naturalistas; RENOVAÇÃO - demonstravam íntima relação com a realidade brasileira e as tensões vividas pela sociedade do período.
Embora tenham rompido com a temática dos períodos anteriores, esse autores não avançaram o bastante para serem considerados modernos. Notando-se, até, em alguns casos, resistência às novas estéticas.
- PRINCIPAIS AUTORES
- Augusto dos Anjos
- Coelho Neto
- Euclides da Cunha
- Graça Aranha
- Lima Barreto
- Monteiro Lobato
- Raul de Leoni
Modernismo
No Brasil o Modernismo tem data de nascimento: 11 de fevereiro de 1922, com a Semana de arte moderna de 1922. Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo "novo", marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse. Para os modernistas, simbolizados em Mário de Andrade, a prática da poesia tem que ser (ou tem que ter) uma reflexão consciente dos problemas da linguagem, das suas limitações e possibilidades. Além disso vêem no poeta um sujeito criador consciente do texto literário.
O Modernismo deixou marcas nas gerações seguintes, como se observa, em geral, uma maior liberdade lingüística, a desconstrução literária e o introspectivismo. Estes novos elementos foram muito bem explorados por Carlos Drummond de Andrade e João Cabral de Melo Neto (um mais lírico, outro mais objetivo, concreto), pelos romancistas de 30, na prosa intimista de Clarice Lispector, pelos tropicalistas que são motivo de inspiração até hoje na produção contemporânea.
- Principais autores
- Carlos Drummond de Andrade
- Clarice Lispector
- João Cabral de Melo Neto
- Manuel Bandeira
- Mário de Andrade
- Oswald de Andrade
- Fernando Pessoa
Tendências Contemporâneas
É sempre muito difícil se analisar um cenário teórico fazendo parte dele, sem um distanciamento mínimo de tempo e espaço. Mas podemos apontar algumas tendências contemporâneas da literatura brasileira e consideramos o que se tem produzido nos últimos vinte ou trinta anos, pós-ditadura.
Poesia
Na poesia, os nomes hoje já consagrados são aqueles que, de algum modo, dialogam com essas linhas de força da Semana de 22, um diálogo com a função paradoxal de unificar a variedade da produção contemporânea. O impacto do modernismo de 22, porém, foi tamanho que conseguiu produzir também uma diversidade interna, bifurcando a linhagem modernista em:
- uma vertente mais lírica, subjetiva, à Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Drummond;
- outra mais experimental, formalista, à Oswald de Andrade, João Cabral, poesia concreta.
A poesia torna-se, ainda, por um lado mais cotidiana quanto a temática (Adélia Prado, Mário Quintana), e por outro instrumento de pressão contra as ditaduras (Glauco Mattoso, tropicalistas).
Prosa
Contemporaneamente o que vemos no romance brasileiro e, de certa forma, também no luso, que volta a dialogar com o Brasil, é o surgimento do que chama-se Geração 90. No Brasil, o grande marco é o romance Subúrbio, de Fernando Bonassi, que deflagaria em 1994 um processo de renovação da prosa urbana (ou, no caso, suburbana), com seu realismo brutal, que trouxe novamente para o centro da cena literária os personagens dos arrabaldes das cidades brasileiras. Cidade de Deus, de Paulo Lins, ficaria célebre pela sua realização cinematográfica.
Outra corrente contemporânea é uma espécie de tópica da condição pós-moderna: a identidade em crise, um extremo do intimismo, que se projeta sobre a estrutura narrativa, cancelando os limites entre o real e o fantasmático, entre o mundo descrito e as distorções interiores de quem o descreve. É o caso de Cristóvão Tezza, João Gilberto Noll, Bernardo Carvalho e Chico Buarque.
Acrescentaria a tais correntes uma espécie de revisão histórica a partir da ficção. Tanto no Brasil (Luiz Antonio de Assis Brasil, Miguel Sanches Neto) quanto em Portugal (Miguel Sousa Tavares) e nos países africanos de língua portuguesa (José Eduardo Agualusa, Mia Couto) aparecem narrativas de formato convencional e que se passam inteiramente no passado, mas não resgatando o passado como forma de contemplação. Atualmente vivemos um momentos barroco, de confusão e crise existencial, um tipo de literatura que está em alta .
- Principais autores
- Cristóvão Tezza
- Chico Buarque
- João Gilberto Noll
- Bernardo Carvalho
- Dias Gomes
- Gianfrancesco Guarnieri
- Caio Fernando Abreu
Irrealismo
A escola literária mais recente, tem como objetivo unir a literatura com a fantasia, trazendo uma interação mágica e inovadora. Obras dispersas já vêm sido lançadas, geralmente em coleções de livros, como Harry Potter, de J. K. Rowling, O Ciclo da Herança, de Christopher Paolini mas o verdadeiro princípio do movimento se deu com o lançamento da série carbon, pelo aclamado escritor Allan Marrod, este se auto-considerando e sendo realmente considerado pai do movimento irrealista, ao propor, em 2012, na Reunião dos Escritores Irrealistas, a criação do mesmo.
Para quem irá prestar o vestibular
Século XII — Idade Média
TROVADORISMO
Cristianismo
- Temas profanos
- Predomínio da emoção
- Influência das tradições populares
- Ambiente cortês, rural ou marítimo
- Exaltação do ideal cavaleiresco
- Emprego de formas simples
- Estrutura simples, repetições
Cantigas:
Líricas:
- de amor
- de amigo
Satírica:
- de escárnio
- de maldizer
Paio Soares Taveirós: Ribeirinha (Cantiga de amor) Lit. Port.
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Século XV - XVI — Idade Média / Idade Moderna
HUMANISMO
Transição do teocentrismo para o antropocentrismo.
Início: 1434 (nomeação de Fernão Lopes)
Término: 1527 (retorno de Sá de Miranda)
- Ascensão da burguesia mercantilista.
- Desenvolvimento cultural.
Separação entre a música e o texto poético.
Fernão Lopes (~1380-1459) Lit. Port.
Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens.
Gil Vicente (1465 - 1536?) Lit. Port.
Teatro popular.
- profano (sátira ao teocentrismo);
- alegoria - metafórica;
- tipo - não revela nomes;
- quadros sem seqüência: mentalidade medieval.
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Século XVI — Idade Moderna – Renascimento
CLASSICISMO
Paganismo - Antropocentrismo
- Racionalismo
- Perfeição formal: sonetos e versos decassílabos
- Equilíbrio e objetividade
- Retomada dos escritos gregos e romanos
- Mimetismo (imitação dos antigos)
- Universalismo (valorização dos temas universais)
- Fusionismo (mistura de elementos religiosos católicos com elementos clássicos)
- Predomínio da razão.
- Serenidade e sobriedade
- Senso de proporção
- Nacionalismo
Poesia épica – soneto (forma clássica)
Camões (~1524-1580): Os lusíadas Lit. Port.
QUINHENTISMO
Primeiras manifestações literárias no Brasil.
[Ver em: QUINHENTISMO-NO-BRASIL/]
Literatura da informação (de viagem)
Pero Vaz de Caminha (1437-1500) Lit. Port.
- cartas
Literatura dos jesuítas (de catequese)
Padre José de Anchieta (1534-1597) Lit. Port.
- poemas, autos, sermões, hinos e cartas
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Século XVII — Idade Moderna
BARROCO
Conflito: antropocentrismo X teocentrismo
Contra-Reforma
Concílio de Trento
Cristianismo conflituoso entre o catolicismo e o protestantismo
- Oposição: material X espiritual
- Conflito entre fé e razão
- Raciocínios complexos
- Requinte formal
- Exagero
- Efemeridade da vida (A vida é curta e precisa ser aproveitada ao máximo)
- Idealização amorosa, sensualidade
- Consciência da efemeridade do tempo
- Gosto pelo soneto
- Construções complexas e raras
- Sugestões sonoras e cromáticas na escrita
- Utilização de figuras de linguagem
Antítese (sentido contrário)
Paradoxos (idéias contrárias)
Oxímoros (conceitos opostos indicando um 3º conceito)
Quiasmos (repetição simétrica)
Metáforas (analogia)
Hipérboles (exagero)
Anáforas (repetição de termos)
Aliterações (repetição de sons consonatais)
Assonâncias (repetição de vogais)
Gradações (intensificação da idéia)
Perífrases (substituição)
Elipses (omissão)
Prosopopéias (analogia de seres animados a seres inanimados ou imaginários)
Poesia
Gregório de Matos Guerra (1623-1633) Lit. Bras.
Satírica.
Lírica: amorosa, reflexiva, religiosa
Cartas - Sermões - Profecias
Padre Antônio Vieira 1608-1697 Lit. Port.
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Século XVIII — Idade Contemporânea - Ascensão e queda da produção aurífera de Minas Gerais
ARCADISMO
Paganismo
- Ausência de subjetividade
- Predomínio da razão
- Universalismo
- Materialismo, cientificismo
- Busca da simplicidade: Verdade = Razão = Simplicidade
- Preferência pela claridade
- Figura da mulher distante, abstrata
- Sobriedade
- Objetivismo
- Bucolismo - a natureza como pano de fundo
- Belo artístico equivalente à imitação perfeita dos modelos clássicos
- Imitação dos clássicos
- Imitação da natureza
Poesia Lírica
Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Lit. Bras.
Tomás Antônio de Gonzaga (1744-1810) Lit. Bras.
Silva Alvarenga (1749-1814) Lit. Bras.
Bocage (1765-1805) Lit. Port.
Poesia épica
Basílio da Gama (1729-1789) Lit. Bras.
Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru Lit. Bras.
Bocage (1765-1805) Lit. Port.
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Século XIX — (Primeira Metade) — Idade Contemporânea
ROMANTISMO
Retorno à religiosidade
- O sujeito é o centro de tudo
- Revolução francesa
- Movimentos de independência
- Revolução Industrial
- Desejo de Liberdade
- Subjetividade
- Corrente nacionalista: engajamento ou escapismo
- Corrente pessimista: “mau do século”; Ultra-Romantismo
- Idealização
Primeira geração
Almeida Garret (1799-1854) – Folhas caídas Lit. Port.
Alexandre Herculano (1810-1867) – Eurico, o presbítero Lit. Port.
Segunda geração
Camilo Castelo Branco (1825-1890) – Amor e perdição Lit. Port.
Júlio Dinis (1839-1871) – As pupilas do Senhor Reitor Lit. Port.
POESIA ROMÂNTICA NO BRASIL
Primeira geração
- Consolidação da cultura do Brasil
- Nacionalismo
- Indianismo
- Religioso
Gonçalves de Magalhães (1811-1882) – Suspiros poéticos e saudades
Gonçalves Dias (1823-1864)
Poema épico indigenista: I-Juca Pirama
Poema lírico: Se se morre um amor
Poesia Nacionalista: Canção do exílio
Teatro: Beatriz Cenci
Segunda geração
- Marcada pelo mal do século
- Individualismo - egocentrismo
- Subjetivismo
- Satanismo
- Erotismo
- Atração pela morte e pelo macabro
Álvares de Azevedo (1831-1852) – A lira dos vint’anos
Casimiro de Abreu (1839-1860) – As Primaveras
Fagundes Varela (1841-1875) – As Primaveras
Terceira geração - CONDOREIRA
- Engajamento social e político
- Produção poética consciente e crítica
Castro Alves (1847-1871)
Poemas: Espumas Flutuantes
Poemas abolicionistas: O Navio Negreiro
Teatro: Gonzaga ou A revolução de Minas
O ROMANCE BRASILEIRO (1840-1880)
- Linguagem metafórica
- Inovações na arte da narrativa – Tempo subjetivo
- Descontinuidade no tempo
- Narrador onisciente, manipulador da seqüência temporal
- Enredo elaborado com peripécias, reviravoltas
- Tema: amor
- Oposição aos valores sociais convencionais
- Sublimação do “eu”
- Tema: herói
- Indivíduo romântico absoluto, idealista e genial
- Valores nobres incompatíveis com os da sociedade
- Figura feminina como o bojo da idealização do herói
Romance indigenista
- Exaltação da Natureza e da figura do índio
- O índio é o símbolo máximo do nacionalismo
José de Alencar (1829-1877) – Iracema
Romance regionalista
- Não segue o modelo europeu – Constrói modelos próprios
- O regionalismo
- respeito às diferenças culturais brasileiras
- realce dos traços que caracterizam cada região
- Explora a realidade nacional
Nordeste:
Franklin Távora (1842-1888) – O cabeleira
Sul:
José de Alencar (1829-1877) – O gaúcho
Centro-Oeste:
Visconde de Taunay (1843-1899) – Inocência
Romance urbano
- Segue tendência européia
- Bastante aceito pela burguesia, tema desse tipo de romance
- Trata da
- vida cotidiana da classe média
- críticas a esse social
- análise do comportamento e dos valores vigentes
José de Alencar (1829-1877) – Senhora
Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) – Memórias de um Sargento de Milicias
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Século XIX (Segunda metade) - Revolução Francesa / Industrial
Idade Contemporânea
REALISMO
Desmoralização do poder absoluto dos reis e do poder atemporal da Igreja
- Contexto:
- Evolucionismo – Charles Darwin (1809-1882)
- Determinismo – Hippolyte Taine (1825-1893)
Naturalismo
- Socialismo Científico – Karl Max (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895)
Manifesto Comunista
- Positivismo – Auguste Comte (1798-1857)
- Análise e síntese da objetividade, da realidade, da verdade, em oposição ao subjetivismo e idealismo românticos;
- Indiferença do "eu" subjetivo e pensante diante da natureza;
- Reprodução exata, fiel e pormenorizada da natureza;
- Neutralidade do coração e do espírito diante do bem e do mal, do vício e da virtude, do belo e do feio;
- Análise corajosa dos aspectos baixos da vida, sobretudo dos vícios e taras, não os ocultando e chamando-os pelo seu nome;
- Lógica entre as causas (biológicas e sociais) do comportamento das personagens do romance e a natureza (exterior e interior) desse comportamento;
- Cosmopolita sobrepondo-se ao nacional e tradicional dos românticos;
- Simplicidade e transparência.
Diferença entre Realismo e Naturalismo
- Todo naturalista é realista, mas nem todo realista é naturalista .
- Há algumas diferenças fundamentais:
- o Realismo procura ter uma visão global do narrado, perscrutando mesmo a vida psicológica de suas personagens,
- o Naturalismo atém-se à vida biológica das personagens, isto para comprovar as teorias determinista e darwinista que equiparam o homem, excluída sua capacidade de raciocínio, a um animal.
O CONTEXTO HISTÓRICO - REALISMO
No Brasil as últimas décadas do século XIX refletem a crise da monarquia, ocorrendo o avanço dos ideais abolicionistas e republicanos, à quebra da unidade política do império e a urbanização. Nesse cenário surge o realismo brasileiro. A segunda metade desse século está marcada por uma revolução nas idéias e na própria vida. Ocorrendo primeiro no espírito e no pensamento e depois, integrando-se a vida, essa revelação despertou interesse pelas coisas materiais; a revisão dos valores românticos e burgueses.
As conquistas sociais, o progresso científico, e, em conseqüência, o movimento histórico, desenvolveram a base para a arte literária. O artista, com isso, trará a própria vida para sua obra, a qual caracterizava o realismo e seu prolongamento: o Naturalismo e o Parnasianismo.
O realismo procura apresentar a verdade por meio do retrato fiel de personagens, que são antes indivíduos concretos, conhecidos. O marco inicial desse estilo, no Brasi,l assinala-se no ano de 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e de O Mulato, de Aluísio de Azevedo.
Fonte: Colaborador Alexandre.


Érica | 2 de outubro de 2015 às 10:30
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